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Papel do Banco do Brasil enquanto Banco Público
por Paulo Cesar Martins Verardi em 15 Julho 2010

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Última mensagem por IEPE / CdG em 15 Julho 2010


Boa tarde, apresento para discussão o seguinte tema: O Papel do Banco do Brasil enquanto Banco Público. Conforme obtida no site: http://www.anabb.org.br/mostraPagina.asp?codServico=276&codPagina=715, acessado em 27/06/2010.

O ex presidente do BB, Camilo Calazans, discorre sobre o tema de um Banco do Brasil voltado para o fomento de políticas públicas, com o objetivo de fomentar tanto a "PRODUÇÃO/EXPORTAÇÃO", na qual ele reconhece o erro cometido ao se retirar a `CACEX", do comando do BB e uma parceira entre o BB e o ITAMARATY, através de todas a suas embaixadas espalhadas pelo mundo, pode em curto espaço de tempo não diversificar como aumentar as exportações brasibleiras. Calazans A história de um papel social O segundo palestrante da manhã, o ex-presidente do Banco do Brasil, Camillo Calazans, fechou o painel discorrendo sobre a história do BB e seu papel social no desenvolvimento do País. Camillo fez uma cronologia do Banco, desde sua criação, em 1808, já com fins de incentivo agrícola aos colonos estrangeiros, até sua realidade atual. "O Banco do Brasil foi criado e desenvolvido com o objetivo de gerar mais empregos, através do aumento da produção, principalmente de alimentos, que iria ajudar a combater a inflação pelo conseqüente aumento da oferta de produtos. E assim evolui sua história". O ex-presidente do BB falou sobre a responsabilidade da instituição pelo início da industrialização do País, a criação de Carteira de Crédito Agrícola e Industrial, o desenvolvimento econômico-social, a previdência e o comércio brasileiros. Calazans também afirma que, até 1964 - ano em que foi criado o Banco Central - era o BB que desempenhava a função de fiscalização da rede bancária. Ele lembra que não foi boa idéia do Governo tirar a responsabilidade do Banco no comércio exterior, feito antes pelo Cacex. Ele argumenta que, assim, o poder público perdeu a vantagem de ter uma instituição com capilaridade de agências, capaz de promover e de retornar esse desenvolvimento na exportação, como fazia no setor rural. Calazans afirma que querer destruir o BB é um crime de lesa-pátria; é fazer o Governo e o povo brasileiro perderem um instrumento dos mais eficientes, que tem uma política de recursos humanos justa, que recruta seus funcionários pela forma do concurso público. "Este é o nosso Banco do Brasil. Ele tem essa cultura de desenvolvimento, de procurar o desenvolvimento com vistas ao social, através do aumento de produção, da maior oferta de trabalho e da assistência àqueles setores que mais dependem do Banco". Durante o debate, Camillo Calazans concordou com a exposição anterior, feita pelo senador Arruda, de que as funções do BB não são incompatíveis, e sim, complementares. Para eles, a atuação do Banco deve estar adequada à atual política brasileira e suas demandas econômicas, sem perder o alcance social, pela geração de empregos que as premissas anteriores acarretam. Mas discordou do líder do Governo no Senado: "não adianta dar uma declaração de que não vai fazer a privatização, mas preparar o Banco para ela. Talvez não privatizem o Banco porque agora isso seja difícil, mas que o BB está sendo preparado para a privatização, não há dúvida alguma", completa. Concluindo, Calazans ressalta que a manutenção do orgulho de ser funcionário do Banco e a preservação da cultura do funcionalismo são a saída para fortalecer e livrar o Banco do Brasil de uma possível privatização.

 
RE: Papel do Banco do Brasil enquanto Banco Público
por IEPE / CdG em 15 Julho 2010

Caro Paulo Cesar –
 
Obrigada pela sugestão. Os bancos públicos brasileiros, e o Banco do Brasil em particular, sem dúvida desempenharam um importante papel no desenvolvimento brasileiro e foram um instrumento fundamental no combate à crise de 2008. Entretanto, como já mostraram diversas análises, inclusive da experiência internacional (ver o livro “Mercado de Capitais e Bancos Públicos” publicado pela ANBID e pelo IEPE/CdG em 2007), a contribuição positiva dessas instituições para o desenvolvimento dos mercados de capitais nem sempre é inequivoca. Sugerimos a leitura da referida obra para uma visão equilibrada dos prós e contras da existência de bancos públicos em diferentes contextos.

Monica Baumgarten de Bolle